15 de dezembro de 2017
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Chiquinho Sorvetes 01
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Galos da raça Índio Gigante são a nova aposta de pecuarista da região

PUBLICADO DIA: 21/11/2017
POR: Portal Juranda
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Ele já foi prefeito do Município de Iretama, é referência na seleção genética de gado Nelore, mas há cinco anos viu que sua propriedade tinha espaço para um outro tipo de criação: a de aves caipiras da raça Índio Gigante. O galo Índio Gigante é considerado o “Nelore” das aves caipiras, ou seja, uma das linhagens mais nobres de sua espécie, resultado de um processo bem-sucedido de melhoramento genético ao longo dos anos. Foi isso que acabou chamando a atenção do pecuarista Same Saab, 63 anos, proprietário da Fazenda Cachoeira, em Iretama.


“O Índio Gigante é uma ave caipira, sem nenhum cruzamento de raças exóticas, ou seja, o verdadeiro caipira brasileiro, com gosto de galinha caipira, só que com o dobro de peso”, afirma ele. Em cinco anos, Same já conta com cerca de 300 aves, que se originaram dos criatórios Guarei Índio Gigante (São Paulo) e Criadouro do Japonês (São José dos Pinhais).

Sob os cuidados da filha veterinária Andréia Saab, a criação não para de aumentar, garantindo nova fonte de renda na propriedade, além de refeições diferenciadas nos finais de semana, do tipo que Same mais gosta. Afinal, quem resiste a um molho do verdadeiro frango caipira? “É muito prazeroso você criar uma ave sabendo que é uma verdadeira galinha caipira. O sabor lembra da comida da vovó, da bisavó, porque faz parte da culinária brasileira. Quando chega nos final de semana você prepara uma galinhada, e percebe que a carne tem gosto da galinha caipira mesmo”, diz o criador.
Com seis meses, Same conta que a ave atinge cerca de cinco quilos, já estando pronta para o abate. Em oito meses chega a seis quilos, podendo ir a oito quilos. “A partir dos seis quilos já vira galo. A gema do ovo é vermelha e a carne amarela, não tem penugem e come até capim, mas a base da alimentação é o milho.”


Andréia também destaca algumas das qualidades do animal. “É uma raça nacional muito rústica e produtiva, além de ser uma ave de produção de ovos e carne, também é criada como ornamental pela beleza das cores e pelo porte. O inicio da seleção ocorreu nos estados de Minas Gerais e Goiás, e hoje virou gosto nacional, com exposição nas redes sociais, com associação organizada e seleção genética primorosa”, explica.

 

Pelo porte mais avantajado que possui, cada galinha pode chocar de 18 a 20 ovos. Same comercializa pintainhos a R$ 30,00, o casal de aves a cerca de R$ 300,00 e a dúzia de ovos a R$ 40,00. “Como preciso ter a seleção, separo por piquetes, sendo um galo para cada oito galinhas. Divido os piquetes já com grama, com cerca de 10mx10m cada compartimento”, revela. Interessados em mais informações e na compra de aves ou ovos, pode entrar em contato com a veterinária Andréia, pelo telefone (44) 99817-4707 (WhatsApp).

R$ 154 MIL

No mês passado, um galo da raça Índio Gigante foi leiloado por R$ 154 mil durante um encontro nacional que reuniu criadores da raça, em Guareí (SP). O animal, que mediu 1,24 metro, tem 11 meses e foi arrematado pelo produtor rural de Sorocaba (SP) Vagner Souza.
Segundo o presidente da Associação Nacional de Amigos Criadores de Índios Gigantes (Anacig), Filipe Godinho, o galo comprado por Souza é considerado o maior do Brasil da raça índio e de crista bola. Além dele, outros animais foram leiloados durante o evento que reuniu mais de 100 criadores. Os galos que têm 1,05 m, por exemplo, custam entre R$ 800 e R$ 1,4 mil, porém varia de acordo com a beleza do animal.

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