14 de dezembro de 2017
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Chiquinho Sorvetes 01
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O desaparecimento completou um ano nesta segunda-feira (6)

PUBLICADO DIA: 07/11/2017
POR: Portal Juranda
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“A espera de um milagre, que não está acontecendo”, desabafa Robson Pereira, irmão de Sérgio Castelhani Pereira e cunhado de Rosinéia Vaz Pereira, que estão entre os 12 brasileiros que desapareceram ao tentar entrar ilegalmente nos Estados Unidos pelo mar das Bahamas. O desaparecimento completou um ano nesta segunda-feira (6).

Uma mensagem pelo celular foi o último contato que Robson teve com o irmão e a cunhada, há exatamente um ano. “Dizendo que estava tudo bem, e que naquela noite eles estariam fazendo a travessia”, conta.

Eles partiriam de barco de Nassau, capital das Bahamas, até Miami, quando fizeram o último contato com familiares no Brasil.

O casal morava em Goioerê, no noroeste do Paraná. Robson contou que o irmão, que era caminhoneiro, e Rosinéia, que trabalhava em uma loja da cidade, pagaram R$ 30 mil pela viagem.

Atualmente, o contato entre os familiares dos doze desaparecidos ocorre por meio de um grupo criado em um aplicativo de mensagens de celular batizado de “À espera de um milagre”. A cada novo recado, as dúvidas e tristezas são compartilhadas.

As famílias querem qualquer informação sobre os desaparecidos. “Qualquer notícia, mas a que tiver para dar paz aos nossos corações, aos demais familiares, né? Qualquer notícia que seja”, declarou Robson.

INVESTIGAÇÃO
Parentes dos 12 desaparecidos se reuniram em Brasília, no mês de abril, com a comissão criada na Câmara para investigar o caso. Os deputados dessa comissão viajaram no mês de setembro para Bahamas, República Dominicana e Miami em busca de informações sobre o grupo.

O parecer final da investigação está em fase de elaboração, mas, por enquanto, os familiares seguem sem qualquer notícia sobre os desaparecidos.

Nomes e telefones de coiotes foram entregues por Robson e outros parentes à Polícia Federal (PF) e ao Ministério das Relações Exteriores. Eles esperam por respostas das autoridades.

Em nota, o Itamaraty informou que o Ministério das Relações Exteriores acompanha o caso do desaparecimento desde novembro de 2016.

A Divisão de Assistência Consular tem mantido contato com familiares e, segundo o Itamaraty, as informações fornecidas têm sido retransmitidas à PF e às representações brasileiras em Miami, Nassau e Washington, para ajudar nas investigações.

O Itamarary informou, ainda, que a Interpol-Bahamas e a Interpol dos Estados Unidos não têm informações sobre o paradeiros dos brasileiros desaparecidos.

A RPC Noroeste entrou em contato com a comissão da Câmara dos Deputados e com a Polícia Federal, mas não teve retorno até a publicação desta reportagem.

Sérgio e Rosinéia saíram de Goioerê em 27 de outubro de 2016, com destino a São Paulo. Depois eles seguiram para Belo Horizonte, onde encontraram o “coiote” e, em seguida, foram para o Panamá. Depois eles foram para as Bahamas.

A embarcação com os brasileiros sairia da capital das Bahamas, Nassau, e percorreria uma distância de aproximadamente 300 km para chegar a Miami.

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