19 de setembro de 2018
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Chiquinho Sorvetes 01
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Ratinho Jr. quer “um novo modelo” fora da “elite que dominou nos últimos 30 anos”

PUBLICADO DIA: 30/01/2018
POR: Portal Juranda
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“Não condeno, mas sou a pessoa que pode construir um novo modelo para o Paraná fora dessa elite que dominou o estado nos últimos 30, 40 anos”. É o que acredita o pré-candidato ao governo do Paraná, Ratinho Jr.(PSD), ao se referir aos herdeiros de famílias tradicionais na política local que têm se revezado no poder nas últimas décadas.

Em entrevista concedida na tarde desta segunda-feira (29) à Gazeta do Povo, Ratinho Jr., ex-secretário do governo de Beto Richa (PSDB), diz se enxergar como uma visão moderna diante de uma história recente de líderes dos executivos estadual e municipal que já estão há anos na política.Sem citar nomes, mas fazendo referência aos pré-candidatos que já se anunciam na disputa pelo executivo – Osmar Dias (PDT), Roberto Requião (PMDB) e Cida Borghetti (PP) -–Ratinho Jr. acredita que ele pode quebrar o revezamento dos nomes já conhecidos há bastante tempo pelo eleitor paranaense.

PERFIL:  um “novo” Ratinho quer disputar o governo do Paraná

“O Paraná tem um histórico de famílias tradicionais de vida pública que nunca foi mudado. Temos três ou quatro famílias que governaram o Paraná nos últimos anos”, afirma. Para ele, o Brasil carece de líderes, e sua candidatura pode se estabelecer como um modelo para que seja possível fugir dos personagens já tradicionais da vida pública do estado.

“Quero ser referência no que estou fazendo, para incentivar vereadores que possam vir a ser prefeito, deputados [estaduais] que possam vir a ser senadores”.

Proximidade com Richa

Ao falar sobre sua proximidade com Richa – Ratinho Jr. foi secretário de estado da gestão atual–, o pré-candidato avaliou o caso conhecido como a Batalha do Centro Cívico, ocorrido no dia 29 de abril de 2015, como “lamentável”, e que houve abusos de todos os lados. Questionado se via algum tipo de culpa no governador por conta da atitude tomada pela polícia na abordagem contra os professores, ele preferiu sair pela tangente.
“Não sei se o governador teve culpa. Houve excesso de ambos os lados. Da polícia, de ter uma reação forte, dos manifestantes, que atiraram pedra na polícia”, afirmou. “É um fato que tem que ser lembrado para que não aconteça outra vez”.
Ainda sobre seu relacionamento com o governador do estado, Ratinho Jr. disse que não há a menor hipótese de abrir mão de sua candidatura para compor uma eventual chapa de situação, liderada pela atual vice-governadora Cida Borghetti.

“Nunca cogitei isso”, disse, enfático. “Tenho buscado isso [a candidatura ao governo do Paraná] há 15 anos. Agora vou buscar ter o máximo de apoio”, acrescenta. Ratinho Jr diz que deseja ter apoio de Richa, mas acredita que seja muito cedo para falar com governador, já que o líder do executivo ainda não se decidiu se sairá como candidato a uma cadeira no Senado.

“Acho que está muito cedo. Ele [Richa] tem que definir primeiro se fica no governo, se sai como candidato a senador. Seria até ofensivo entrar em uma conversa de aliança se ele ainda não se decidiu”.

(Gazeta do Povo)

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